
O Programa Bolsa Família (PBF) sem duvida alguma é um grande modelo de um programa de transferência de renda, que foi criado no governo Lula em 2003 para integrar e unificar ao Fome Zero os antigos programas criados no Governo FHC: o "Bolsa Escola", o "Auxílio Gás" e o "Cartão Alimentação".
Esse programa consiste em ajudar financeiramente às famílias pobres, definidas como aquelas que possuem renda per capita de R$ 70,01 até 140,00 e extremamente pobres com renda per capita até R$ 70,00. A contrapartida e que as famílias beneficiárias mantenham seus filhos e/ou dependentes com freqüência na escola e vacinados. O que acho mais bonito nesse programa é que ele visa a reduzir a pobreza a curto e a longo prazo através de transferências condicionadas de capital, o que, por sua vez, visa a quebrar o ciclo geracional da pobreza de geração a geração.
Os críticos desse programa me desculpem, mas suas criticas são casos de desinformação, e muitos sabem, e tem aquela velha e antiga mente individualista, muitos não sabem o que é passar fome, e por ignorância critica esse programa, que é falho sim, não estou afirmando que é perfeito, pois existe pessoas que fazem mal uso sim, sem duvidas, mas existe suas exceções. Veja bem, o bolsa família é considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como "um esquema anti-pobreza inventado na América Latina (que) está ganhando adeptos mundo afora" pela britânica The Economist. O jornal francês Le Monde reporta: "O programa Bolsa Família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do planeta, contra a pobreza."
O Bolsa Família já se tornou um modelo altamente elogiado de políticas sociais. Países, ao redor do mundo, estão aprendendo lições com a experiência brasileira e estão tentando reproduzir os mesmos resultados para suas populações.O Exemplo seguido por Nova Iorque que implantou recentemente seu bolsa-família inspirado no programa de transferência de renda Oportunidades, do México, e no Bolsa-Família brasileiro. Chamado de Opportunity NYC, o programa piloto atende cerca de cinco mil famílias de regiões de baixa renda de Nova York, como o Harlem e o Bronx. Da mesma maneira que o Bolsa-Família brasileiro, o programa nova-iorquino dá dinheiro para as famílias pobres que mantêm seus filhos na escola ou fazem exames de saúde.
Então eu não tolero criticas a esse programa, que é elogiado mundo a fora, e que oferece esse sistema, de fornecer dinheiro diretamente aos mais necessitados, mas com a condição de um “ contrato social “, esse “ contrato social “ visa manter a crianças na escola, levá-las com regularidade a centros de saúde. E para aqueles que são extremamente pobres esse dinheiro provê uma ajuda de emergência, enquanto as condicionalidades promovem o investimento de longo prazo no capital.
Para aqueles que não são a favor da bolsa família, porque diz que só gera acomodação, vou falar algo que vão te deixarem decepcionados, pois a Bolsa Família não gera acomodação e nem desestimula a busca por emprego. A idéia que o bolsa família acomoda ou vicia, não tem cabimento algum, esse tipo de idéia, vejo de forma preconceituosa, porque para as famílias pobres p que não falta são rótulos. Esse tipo de idéia é uma caso de desinformação, pois 77% dos beneficiários da Bolsa Família trabalham, no mercado formal ou informal, esses dados são do IBGE.
Mesmo depois de conseguir um emprego, inclusive com carteira assinada, o beneficiário tem o direito de permanecer no programa por até um ano, até a reavaliação da renda familiar. Se o rendimento ultrapassar o limite mensal de R$ 140 per capita, o benefício é cancelado.
Os resultados são incríveis, em 2004 e 2006, indicam que, desde que o Brasil assumiu compromissos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, o País já reduziu a extrema pobreza em mais de 60%, cumprindo assim a primeira meta.
O Bolsa Família contribuiu decisivamente para a redução da pobreza e da desigualdade. Cerca de 4,3 milhões de famílias deixaram a extrema pobreza graças ao recebimento dos benefícios. Houve um aumento médio de 48,7% na renda familiar per capita da população atendida. Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento de renda chega a 60%.
Ao contribuir para melhorar a vida das famílias hoje, o Bolsa Família também assegura às crianças e jovens um futuro com muito mais oportunidades do que tiveram seus pais. A compreensão das regras do programa contribui para seu aprimoramento e potencializa seus resultados.
Por isso ignoro a critica mais comum a esse programa, que fala: ”o governo da logo o peixe, e não a vara”, pelo que virmos essa critica é falha.